Páginas

25/01/2012

OBESIDADE INFANTIL

Obesidade provoca problemas ósseos
 
Obesidade na infância é um assunto amplamente discutido. Alguns males são bem conhecidos por todos, entre os quais diabetes e problemas cardíacos. Mas há problemas ligados ao excesso de peso que são poucos comentados. Uma criança com sobrepeso, não precisa ser necessariamente obesa, fica mais exposta a riscos no sistema musculoesquelético.Para que fique claro. O sobrepeso e a obesidade podem aumentar o risco da criança ter artrose no futuro. No desenvolvimento de uma criança é normal quando as perninhas dos bebês ficam arqueadas, chamadas de geno varo. Aos dois anos, a tendência é o contrário.O eixo dos joelhos se volta para dentro (geno valgo). Alguns anos mais tarde as pernas se alinham adequadamente e assim seguem para a idade adulta. Esse processo pode não ocorrer harmonicamente quando a criança está com um peso acima do que é considerado adequado para a sua idade. Ao caminhar, uma criança gordinha afasta as pernas fazendo com que a postura de geno valgo se defina para a idade adulta. Isso causa dores e prejudica as articulações.

A osteocondrite (inflamação do osso e da cartilagem do calcanhar) é outro dano causado pela obesidade. Os sintomas são dores. Dependendo dos casos, a criança chega a mancar.

Cifose e lordose também podem ser alterações causadas por um ganho excessivo de peso na infância. O pior de tudo é que muitas atividades físicas não podem ser realizadas por crianças que tenham as alterações musculoesqueléticas que são causadas pelo sobrepeso.

E aí mora o perigo: criança acima do peso precisa praticar atividade física para perder peso, mas não pode porque o sobrepeso lhe causou danos que impedem de praticá-las e o peso continua a subir causando mais prejuízos. Só para se ter uma ideia de como é grande a preocupação dos pediatras, cardiologistas e ortopedistas no Brasil já são 33,5% das crianças de 5 a 9 anos que apresentam sobrepeso e 14,3% já são obesas.

Cuidados especiais: Pequenos costumes criados desde bebê podem prevenir doenças e alterações causadas pela obesidade infantil. Uma receita infalível para uma vida saudável: alimentação rica em frutas, legumes e verduras, em vez biscoitos e refrigerantes.

As refeições feitas em família e a mesa sem televisão são atitudes dos pais em relação aos seus filhos que permitirão um desenvolvimento saudável e com menores riscos de doenças Outra: tempo limitado para televisão e videogame com maiores períodos de brincadeiras em casa, no parquinho, praia ou parques. É bem verdade que a violência inibe a presença de crianças brincando nas ruas. Hoje dificilmente você vê uma criança andando sozinha de bicicleta. Mas existem outras formas de fazer com que o pequenino queime calorias e se divirta.


Site Guia do Bebê
- Bruno Rodrigues

DESMAME FAMILIAR

Não há tempo rigidamente definido para que ocorra o desmame infantil. Os pediatras recomendam a amamentação por, no mínimo, seis meses, pois é quando se começa a introduzir outros tipos de alimentos que irão suplementar as mamadas no seio. É o desmame gradual.

É bem verdade que esse tempo coincide com o fim da licença-maternidade para muitas mamães e, pelo menos parcialmente, a criança já estará fazendo uso da mamadeira durante sua ausência. O Ministério da Saúde tem propagado que a amamentação deveria se estender até os dois anos. Como se vê, há uma variação muito significativa quanto ao tempo adequado para que ocorra o desmame.
Se a criança é saudável, forte, tem uma alimentação rica e variada, com todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento pleno, ela está pronta para ser desmamada. O leite poderá ser ingerido de outras formas, introduzindo o uso do copinho.

Na verdade, o desmame mexe com as emoções mais profundas, daí a dificuldade de muitas famílias em iniciá-lo. E a criança percebe a angústia que se estabelece, pois terá que se separar das sensações de segurança e carinho no colo materno.

Os pais podem ajudá-la nessa transição para uma maior autonomia e desprendimento, elogiando seu filho a cada progresso conquistado.

Percebe-se claramente que a criança já não necessita mais mamar no seio, quando ao invés de sugar o leite, comporta-se como se estivesse com a chupeta na boca. As mães expressam admiravelmente bem este comportamento, quando dizem que seu filho está "chupetando" o bico. Outro comportamento típico é solicitar o peito materno a cada momento em que se depara com a imagem da mãe, mas, assim que oferecido, mama por poucos minutos, se tanto, e logo se envolve em outra atividade.
Estas situações expressam o quanto está sendo difícil para a criança enfrentar o desmame e, não só para ela, mas para a mãe também, pois permite que suceda sem necessidade. Muitas vezes a família precisa buscar orientação com o pediatra ou outro profissional capacitado, para intervir.

Ao longo da vida, muitos "desmames" irão ocorrer, ou seja, a pessoa terá que abrir mão de alguma coisa em prol de outra. Algumas o fazem com facilidade e para outras é mais complicado e doloroso deixar o conhecido para enfrentar o novo e o diferente.

Por outro lado e no extremo oposto, muitos pais não veem a hora de começar o desmame e até o antecipam sem respeito ao ritmo e à necessidade do filho, como se quisessem que ele se desprendesse mais cedo e mais rápido do que deveria.

Estas atitudes são percebidas pela criança como rejeição e abandono, pois ainda não está preparada física e emocionalmente para o desmame.

Como toda novidade que é introduzida na vida da criança, esta também tem que ser esclarecida antecipadamente, ou seja, converse com seu filho antes dos procedimentos, explicando os motivos pelos quais o desmame será iniciado, sempre expressando sentimentos de amor, conforto e incentivo pelo crescimento saudável físico e emocional.

31/12/2011

7 DICAS PARA CULTIVAR O HÁBITO DE LEITURA NAS CRIANÇAS

1. Peça indicação ao professor ou analise cuidadosamente o livro para que corresponda à idade e à capacidade de concentração do seu filho.

2. Para iniciar a leitura, procure um ambiente tranqüilo, sem barulho da tevê ou rádio, e assuma o papel de contador da história. Se a criança quiser, ela mesma poderá virar as páginas do livro. É importante não ter pressa.

3. Mostre-lhe as palavras e as figuras, comentando e repetindo cada etapa de historia quando perceber que ela não está entendendo.

4. Antes de ler cada passagem, estimule a criatividade da criança e pergunte o que ela acha que vai acontecer.

5. Observe o comportamento do seu filho durante a narrativa e demonstre carinho. Aproveite este momento especial para unir ainda mais vocês. Não o obrigue a ler o livro inteiro.

6. Procure conversar depois sobre a história e peça para a criança contá-la para você. Vá escrevendo o que ela diz, dando sempre coerência aos fatos, para que perceba que todo pensamento tem início, meio e fim.

7. É comum a criança pedir para ouvir a mesma história. Não se espante com isso e repita a leitura de vez em quando, mas não deixe de apresentar-lhe novos títulos de vez em quando, comparando-os entre si para se tornarem mais interessantes.

Blog Amilton Menezes

QUALIDADES A SEREM BUSCADAS NO MARIDO

Hoje em dia, muita gente tem certidão de casamento, mas poucos têm um casamento real. Ir ao cartório, fazer promessas e assinar um “contrato” não é garantia de que se tem de fato um casamento. Para alguns, os problemas já começaram no namoro e nunca acabaram, para outros, os problemas se iniciaram na lua de mel. Alguns demoram semanas para identificar características no cônjuge com as quais não estão dispostos a conviver, outros identificam essas características em poucos dias. O fato é que más escolhas nos conduzem a más conseqüências.
 
Muitas vezes, os casamentos não dão certo porque alguns defeitos identificados no namoro foram obscurecidos pela paixão, a moça achava que conseguiria conviver com o defeito, ou que o rapaz mudaria após o casamento. Isso serve também para os rapazes que se enganam ao achar desnecessário analisar criteriosamente a moça que estão escolhendo para viver ao lado por toda a vida.
 
Ninguém quer casar para viver sofrendo, contudo, sofrimento dentro do casamento é algo bastante comum. Não estamos dizendo que você só deve casar quando encontrar uma pessoa sem defeitos. Somos todos humanos e imperfeitos. O que fará a diferença no momento da escolha é o caráter e a atitude que o outro tem diante de situações importantes, situações simples e de seus próprios erros. Não precisamos exigir que nosso noivo não erre nunca, mas podemos avaliar como ele age quando erra. Pede perdão? Tenta mudar? Se arrepende do que fez? Ou acha que é assim mesmo porque é humano e “ninguém é perfeito”?
 
Ellen White, no livro O Lar Adventista, deixa algumas orientações sobre a escolha do marido. Preste atenção às orientações abaixo e ore a Deus pedindo entendimento para avaliar o seu relacionamento da forma como Ele deseja, para que sua decisão agrade a Deus!
 
“Antes de dar a mão em casamento, deveria toda mulher indagar se aquele com quem está para unir seu destino, é digno. Qual é seu passado? É pura a sua vida? É o amor que ele exprime de caráter nobre, elevado, ou é simples inclinação emotiva? Tem os traços de caráter que a tornarão feliz? Poderá ela encontrar verdadeira paz e alegria na afeição dele? Ser-lhe-á permitido, a ela, conservar sua individualidade, ou terá de submeter seu juízo e consciência ao domínio do marido? Como discípula de Cristo, ela não pertence a si mesma, foi comprada por preço. Pode honrar as reivindicações do Salvador como supremas? Serão conservados puros e santos o corpo e a alma, os pensamentos e propósitos? Estas perguntas têm influência vital sobre o bem-estar de toda mulher que se casa.” Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 119.
 
“Que a mulher que deseja uma união pacífica e feliz, que quer escapar a futuras misérias e tristezas, indague, antes de entregar suas afeições: Tem meu pretendente mãe? Que espécie de caráter tem ela? Reconhece ele suas obrigações para com ela? É ele atencioso para com os seus desejos e sua felicidade? Se ele não respeita nem honra a mãe, porventura manifestará respeito e amor, bondade e atenção para com a esposa? Passada a novidade do casamento, continuará a amar-me? Será paciente com os meus erros, ou crítico, despótico e ditatorial? A afeição verdadeira passará por alto muitos erros; o amor não os distinguirá.” Fundamentos da Educação Cristã, pág. 105.
 
“Receba a jovem como companheiro vitalício tão-somente ao que possua traços de caráter puros e varonis, que seja diligente, honesto e tenha aspirações, que ame e tema a Deus. A Ciência do Bom Viver, pág. 359.
 
Evitai os que são irreverentes. Evitai aquele que ama a ociosidade; evitai o que for zombador das coisas sagradas.
 
Esquivai-vos à companhia daquele que usa linguagem profana, ou é dado ao uso de um copo que seja de bebida alcoólica. Não escuteis as propostas de um homem que não tem percepção de sua responsabilidade para com Deus. A verdade pura que santifica a alma, dar-vos-á coragem para vos desvencilhardes da mais aprazível relação de amizade com quem sabeis que não ama nem teme a Deus, nem conhece nada acerca dos princípios da verdadeira justiça. Podemos suportar sempre as fraquezas de um amigo e sua ignorância, porém nunca seus vícios. Carta 51, 1894.” O Lar Adventista, p. 47 e 48
 
Eu sei que é difícil terminar um relacionamento com alguém a quem se está apegado. Se o rapaz tem características que não me agradam e não agradam a Deus, mas mesmo assim eu permaneço com ele, é porque coisas boas ele também tem. Contudo, as coisas boas não serão suficientes caso aquilo que te desagrade e desagrade a Deus for motivo para a sua infelicidade, para brigas diárias, ameaças de divórcio e choro.
 
“Poucos têm idéias corretas acerca da relação conjugal. Muitos pensam que o casamento é a conquista da perfeita bem-aventurança; mas se eles soubessem um quarto dos pesares de homens e mulheres ligados pelos votos matrimoniais em cadeias que eles não podem e não ousam quebrar, e não se surpreenderiam que eu traçasse estas linhas. O casamento, na maioria dos casos, é um jugo muito aflitivo. Milhares há que se acham acasalados, porém não casados. Os livros do Céu acham-se carregados com os infortúnios, a impiedade e o abuso que jazem ocultos sob o manto do casamento. Eis porque eu desejaria advertir os jovens que se acham em idade casadoura a sofrearem a pressa na escolha de um companheiro. O caminho da vida conjugal pode parecer belo e pleno de felicidade; mas por que não podereis ser decepcionados como milhares de outros o têm sido? Review and Herald, 2 de fevereiro de 1886.” O Lar Adventista, p. 44

Blog Mulher Adventista

MULHER E A DEPRESSÃO

Há alguns meses ouvi, em um sermão, uma pessoa dizer que em 100% das mulheres que têm depressão, esse problema se deve à problemas com a mãe. Esta é uma entre diversas informações equivocadas que se tem sobre o problema da depressão, tanto pela generalização quanto pelo reducionismo! Durante alguns anos estudei sobre o assunto da depressão feminina, e sempre que ouço informações distorcidas sobre esse assunto, acho necessário esclarecê-los, pois entendo que a divulgação desse tipo de informação pode gerar prejuízos a algumas pessoas. Vimos há algum tempo atrás que há muitos mitos que circulam envolta do tema depressão, no artigo “Depressão – Cuidado com os Mitos“. Hoje, gostaria de falar um pouquinho sobre a relação que existe entre a depressão e a mulher.
 
É muito complicado querer determinar a causa da depressão, contudo, de acordo com a chamada Psicologia Comportamental, a depressão está diretamente relacionada à exposição da pessoa a uma extimulação excessivamente ruim e a um ambiente com uma baixa taxa de estímulos agradáveis, ou até mesmo a ausência destes. A perda de uma pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, aposentadoria, violência sexual, violência doméstica, divórcio e gravidez na adolescência, são algumas das experiências aversivas mais comuns ligadas a depressão. Diferenças individuais, como as características de personalidade, podem tornar a pessoa mais “imune” ou vulnerável à depressão. Ser mulher, de acordo com alguns estudiosos, é um dos fatores de vulnerabilidade.
 
Vejamos alguns contextos que relacionam as mulheres com a Depressão:
 
- As características estressantes da sociedade capitalista em que vivemos são fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão. A depressão pode se manifestar como uma resposta às preocupações do contexto social do indivíduo, uma resposta ao stress. A mulher é um alvo em potencial para este tipo de situação, já que diversas atividades, domésticas ou não, são atribuídas a muitas delas.
- Existem estudos que apontam para uma influência hormonal. Alguns deles mostram que durante a infância não há muita variação entre a taxa de depressão em meninos e a taxa de depressão em meninas, mas o momento da adolescência, quando os hormônios estão “à flor da pele”, coincide com a época em que as taxas de depressão em mulheres se torna maior que em homens.
- Um ambiente em que a violência se faz presente também contribui bastante para o desenvolvimento da depressão. Muitas mulheres que sofrem de violência doméstica ou que já sofreram de violência sexual, ao lidar com sua incapacidade de sair da situação em que se encontram, desenvolvem sentimentos de culpa, baixa auto-estima, e perdem as esperanças de que um dia as coisas serão diferentes.
- A gravidez, além de já vir acompanhada de alterações hormonais, também trás consigo alterações físicas do corpo, mudanças de rotina, entre outras transformações no ambiente da mulher. Quando a grávida recebe apoio da família e do companheiro, fica mais fácil lidar com todas essas mudanças. Mas algumas grávidas encontram dificuldade em lidar com as mudanças que acompanham a gravidez, seja por questões de personalidade, seja por fatores específicos de seu contexto social. Adolescentes grávidas, por exemplo, podem encontrar dificuldades como preconceito, a possibilidade de não conseguir prosseguir nos estudos, a possibilidade do pai da criança não assumir o bebê, etc. Outras mulheres sofrem de depressão pós-parto, na qual o sentimento de incapacidade de cuidar da criança se torna presente, e dificulta a relação inicial da mãe com o bebê.
 
Esses são apenas alguns exemplos de condições peculiares às mulheres, que as tornam mais vulneráveis à depressão. Isso não significa que os homens não sofram de depressão. Contudo, de acordo com a OMS, a depressão ocorre na proporção de 2 mulheres pra 1 homem, o que nos faz atentar mais para o que ocorre com as mulheres. Mulheres que sofrem de depressão, precisam buscar auxílio profissional e se apegar a Deus e Suas promessas para a solução de seus problemas. As mulheres são muito especiais aos olhos de Deus! Jesus as valorizou muito quando esteve nessa Terra. Sem dúvida, Deus olha com muito carinho para cada uma de nós, e quer nos ver felizes e saudáveis para cumprirmos nossa Missão de pregar o evangelho e abreviar a Sua vinda.

Blog Mulher Adventista

NOIVADO AINDA É TEMPO DE AVALIAR

Quando nos tornamos noivas, nutrimos em nosso coração uma série de espectativas que nos impedem, muitas vezes, de usarmos mais a nossa razão do que a nossa emoção. Para muitas mulheres, o casamento é a realização de um sonho. E quem não quer realizar um sonho? Desta forma, qualquer coisa que possa oferecer perigo à realização desse sonho não é nem um pouco bem vinda. Contudo, mesmo que nossa visão esteja embaçada por tantas espectativas, sonhos e emoções, não podemos esquecer que o casamento é um grande passo, uma decisão para a vida aqui nesta Terra e também na eternidade. “O casamento é alguma coisa que influenciará e afetará vossa vida tanto neste mundo como no por vir.” O Lar Adventista, p. 43.
 
Toda decisão tomada sobre o casamento deve ser muito bem avaliada. Isso inclui a pessoa com quem pretende-se casar. Parece estranho dizer que mesmo no noivado ainda devemos estar atentos se a pessoa que está ao nosso lado é de fato a pessoa com quem devemos nos casar. Contudo, estranho ou não, essa é a realidade. Pelo menos, essa é a orientação divina. “Pesai cada sentimento, e observai todo desenvolvimento de caráter naquele a quem pensais ligar o destino de vossa vida. O passo que estais prestes a dar é um dos mais importantes em vossa vida, e não deve ser dado precipitadamente. Se bem que ameis, não ameis cegamente. Considerais a ver se vossa vida conjugal seria feliz ou destituída de harmonia e arruinada. Formulai a pergunta: Ajudar-me-á esta união na direção do Céu? Aumentará ela meu amor para com Deus? Ampliará ela minha esfera de utilidade nesta vida? Caso estas reflexões não apresentarem motivos de recuos, então, ide avante, no temor de Deus.” O Lar Adventista, p. 45
 
Costumo dizer que é mais fácil, hoje, uma mulher se divorciar do que desistir de um casamento enquanto ainda está noiva. Isso, porque o divórcio tem se tornado cada vez mais natural e comum em nossa sociedade, mas terminar um noivado ainda pode ser motivo de vergonha e insegurança para mulheres que às vezes se sentem ameaçadas com a possibilidade de não chegarem nunca ao casamento, e como se diz no popular, “ficar para titia”. Mesmo assim, a serva do Senhor nos deixa uma orientação clara: “Mesmo que tenhais chegado a um noivado sem pleno conhecimento do caráter da pessoa com quem vos pretendeis unir, não penseis que o noivado constitua positiva necessidade de que pronuncieis o voto matrimonial e ligueis vossa vida a uma pessoa a quem não possais amar e respeitar. Sede muito cuidadosos quanto à maneira por que entrais em um noivado condicional; porém é melhor, muito melhor, romper com o noivado antes do casamento, do que vos separardes depois, como fazem muitos.” Fundamentos da Educação Cristã, p. 105.
 
Muitos casamentos acabam, e outros perduram mergulhados na infelicidade por causa de decisões que são tomadas sem uma análise crítica e racional. Deus instituiu o casamento para que homem e mulher fossem felizes, mas nos deu a liberdade para que fizéssemos nossas próprias escolhas. Que nossas escolhas sejam feitas segundo a vontade de Deus! Que nosso casamento honre ao Deus que nos criou! “O casamento é alguma coisa que influenciará e afetará vossa vida tanto neste mundo como no por vir. Um cristão sincero não levará avante seus planos sem conhecer que Deus lhe aprove as intenções. Não quererá escolher por si mesmo, mas sentirá que Deus deve escolher. Não temos de nos agradar a nós mesmos, pois Cristo não Se agradou a Si próprio. Não quero que entendam que estou querendo dizer que alguém deve casar-se com uma pessoa a quem não ame. Isto seria pecado. Porém a fantasia e a natureza emocional não devem ter permissão de dirigir para a ruína. Deus requer todo coração, o supremo afeto. Review and Herald, 25 de setembro de 1888.“ O Lar Adventista, p. 43

Blog Mulher Advenstista

CASAMENTO É BOM PARA SAÚDE FÍSICA E MENTAL



Antes de dizer não ao casamento e viver como um solteiro convicto, saiba que casamentos podem ser bons para a saúde. Uma pesquisa recente mostrou que relacionamentos seguros e duradouros são bons para a saúde mental e física. E mais, os benefícios aumentam com o passar do tempo. O estudo da Universidade Cardiff (Reino Unido) sugere que os casados vivem mais do que os solteiros em média. Os pesquisadores descobriram que as mulheres, quando casadas, têm melhor saúde mental. Já os homens de aliança têm vantagem física. O estado físico dos homens melhora provavelmente pela influência positiva da parceira no estilo de vida. No campo mental, as mulheres ficam melhores possivelmente pela grande importância dada ao relacionamento, de acordo com os pesquisadores. Mas nem tudo são flores no mundo dos relacionamentos, o estudo menciona evidências de que relacionamentos na adolescência estão associados com sintomas depressivos. E não ache que todos os relacionamentos sejam bons para a saúde, os pesquisadores também dizem que os solteiros têm melhor saúde mental do que pessoas em relacionamentos tensos.

(Galileu)
 
Nota: Deus sempre sabe o que faz! Gênesis 2:24.[MB]
 
Blog Criacionismo

7 + 7 = 14 DICAS DE COMO DEIXAR DE FUMAR

1. Se você fuma mas está querendo parar, vá em frente em sua decisão. Ela é inteligente.

2. Saiba desde já que a tarefa, embora difícil, é perfeitamente realizável. Basta querer.

3. Leia o que puder sobre os prejuízos que o cigarro causa a saúde, a fim de reforçar o desejo de abandoná-lo.

4. Procure se convencer de que maiores satisfações lhe resultarão por deixar de fumar do que as que o vício proporciona.

5. Se quiser mesmo abandonar o cigarro, faça-o de uma vez. Anuncie um prazo final e conte isso para os amigos e familiares.

6. Faça alguma coisa que o tire da rotina. Procure manter-se ocupado nos momentos que habitualmente costumava fumar.

7. Escolha uma época boa de sua vida para deixar o cigarro. Férias, por exemplo. Ou qualquer ocasião em que não estiver sob tensão.

Mais 7 dicas para deixar de fumar:

1. Quando estiver parando de fumar, durma bem, respire de maneira rítmica, coma o que quiser (se engordar, depois emagrece), faça exercícios físicos, não tome cafezinhos.

2. Se preciso, tenha à mão alguma coisa de comer (amendoim, bala, chiclete) e também algum objeto (caneta, óculos, lápis), para manter a boca e as mãos ocupadas nos momentos críticos.

3. Nos primeiros dias, evite contato com fumantes. Depois, quando estiver seguro da vitória, conte para os amigos de sua conquista.

4. Converse com conhecidos ou amigos que tenham deixado de fumar. Ao descobrir como passaram a viver melhor, você se motivará. Pergunte-lhes como andam suas condições físicas. Um papo com um terapeuta ou médico também pode ser bom.

5. Se sua namorada(o), esposa(o) não fuma, transforme isso em mais um motivo para parar. Já pensou o que significa para um não-fumante beijar a boca de um fumante? Beijar cinzeiro não deve ser agradável…

6. Pare de fumar o quanto antes possível – pois, além de evitar futuras doenças, você o conseguirá mais facilmente. Um fumante jovem é menos dependente da nicotina e de outras substâncias tóxicas do cigarro do que quem fuma há muito tempo.

7. Ponha a cabeça para funcionar. Utilize-se de sua criatividade. Descubra truques que o ajudarão a vencer o hábito ou vício.

Ah, se você não fuma, repasse essa mensagem para amigos fumantes que, com certeza, estão precisando de incentivo e coragem para vencer o tabaco. Logo abaixo estão opções práticas para compartilhar essa postagem com amigos do Orkut, Twitter, Facebook e outras redes sociais. Use-as!

Blog Amilton Menezes

A PELE E O SOL: CUIDADOS ESPECIAS COM AS CRIANÇAS


A proteção das crianças é responsabilidade dos pais! 

Você ensinou seus filhos que é preciso escovar os dentes todos os dias, assim como tomar banho. Muitas vezes você brigou e perdeu a paciência, mas não desistiu. Quando temos certeza do que queremos, conseguimos fazer com que eles entendam e aprendam, pois sabemos que vale a pena “comprar a briga”.
 
A proteção solar deve ser encarada da mesma forma. Ensinando desde pequenos a importância de se proteger do sol, esta idéia será incutida como verdade e seus filhos se habituarão a ela como hoje se habituaram a escovar os dentes todos os dias.
 
Prevenção e educação = saúde da pele
Proteja as crianças sempre e estimule os adolescentes a se protegerem, é um hábito que deve ser formado desde cedo. Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante toda a vida ocorre até os 20 anos de idade, sendo muito importante a proteção solar nesta faixa etária.
 
Iniciando o hábito com seus filhos pequenos é muito mais fácil, eles se acostumarão rápido e vão manter o uso quando chegarem à adolescência, época de maior exposição ao sol. Para os adolescentes uma boa conversa e uma navegada conjunta pelo site podem ajudar a convencê-los. Tenha sempre filtros solares em casa e pergunte antes deles sairem se já passaram o filtro e se o estão levando para a praia. Insista, “compre mais esta briga”, a saúde futura deles está em jogo.
 
Saúde é investimento, invista em saúde desde cedo, você não vai se arrepender.
 
Regra do sol para as crianças
Não use filtro solar em bebês com menos de 6 meses de idade. Mantenha-os fora do sol. Assegure-se de que há sombra total nos carrinhos e na cadeirinha do carro. Quando sair na rua, use sempre sombrinhas para o sol.
 
Para crianças de 6 meses ou mais:
 
- Evite o sol entre 10 e 16 horas, quando a radiação solar é mais intensa.

- Proteja a criança com chapéus e roupas. Um bom chapéu de sol deve proteger as orelhas, nariz e lábios. Isso também reduz o risco da criança vir a desenvolver catarata mais tarde.

- Aplique filtro solar com FPS 15 ou mais em todo o corpo de seu filho.

- Reaplique o filtro solar a cada 2 horas, principalmente quando ele for à água ou transpirar muito.

- Alguns remédios fazem com que a pele fique mais sensível ao sol. Quando o pediatra prescrever alguma medicação, pergunte se o sol deve ser evitado.

- Não se engane com dias nublados. Os raios solares perigosos atravessam as nuvens e a neblina.

- Cuidado com a luz refletida. A luz do sol reflete na areia, no concreto e na água, atingindo a pele, mesmo na sombra.

- A sombra ensina a identificar o horário proibido
 
A sombra ensina a identificar o horário proibido
Ensine suas crianças a examinar a própria sombra. Elas vão aprender desde cedo a evitar o pior horário do sol. Próximo ao meio dia nossa sombra fica menor do que o tamanho de nosso corpo, é o horário da sombra curta. É quando devemos evitar o sol.

Quando nossa sombra está maior do que nosso corpo, podemos ficar ao sol, mas com protetores solares. É o horário da sombra longa.

As crianças gostam de aprender a identificar os diferentes horários e se acostumam a entender as diferenças entre eles e a importância de evitar o sol entre 10 e 16 horas.
 
Importante! As roupas também podem proteger a sua pele no verão, saiba como aqui.

Fonte: Dermatologia.net
M.A.: “As criancinhas devem especialmente vir em contato íntimo com a Natureza. Em vez de se porem sobre elas os grilhões da moda, estejam elas livres como os cordeiros para que brinquem à suave e amena luz solar.” Conselhos para Professores Pais e Estudantes, p. 188. A luz solar é um dos recursos naturais fornecidos por Deus para que tenhamos saúde. Contudo, crianças e adultos devem fazer uso dela com moderação (assim como de todos os outros remédios naturais). A exposição ao sol deve ocorrer nos períodos corretos, para que esse recurso tão benéfico não se torne um vilão contra nossa saúde!

Blog Mulher Adventista

O SEXO É PECADO? O SEXO É SANTO? TEM LÓGICA NISSO? O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O SEXO?

O ato conjugal é essa bela relação íntima de que partilham marido e mulher, na seclusão de seu amor — e ela é sagrada. 
Na verdade, Deus determinou para eles esse relacionamento. Prova disso é o fato de que Deus tenha apresentado essa experiência sagrada em seu primeiro mandamento para o homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gênesis 1:28). Esse encargo foi dado ao homem antes do pecado entrar no mundo; portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados por Deus, e o homem experimentou-o ainda quando se achava em seu estado original de inocência. Isso inclui o forte e belo impulso sexual, que marido e mulher sentem um pelo outro. Sem dúvida, Adão e Eva o sentiram no Jardim do Éden, como fora intenção de Deus, embora não haja um registro ou prova escrita de que tal tenha acontecido, é razoável supormos que Adão e Eva tenham tido relações sexuais antes do pecado entrar no jardim (ver Gênesis 2:25).
 
A ideia de que Deus criou os órgãos sexuais para nosso prazer parece surpreender algumas pessoas. Mas o Dr. Henry Brandt, um psicólogo cristão, nos relembra que: “Deus criou todas as partes do corpo humano. E não criou algumas boas e outras más; ele criou todas boas, pois quando terminou a obra da criação, ele olhou para tudo e disse: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31)”. E outra vez lembramos que isso ocorreu antes do pecado macular a perfeição do Paraíso.

Após vinte e sete anos de ministério e o aconselhamento de centenas de casais com problemas pertinentes à intimidade conjugal, estamos convencidos de que muitos abrigam, escondida em algum canto da mente, a ideia de que há algo errado com o ato sexual. Temos que reconhecer que a má vontade dos líderes cristãos, através dos anos, em abordar abertamente esse assunto, tem lançado dúvidas sobre a beleza desse tão necessário aspecto da vida conjugal; mas a distorção dos desígnios de Deus, feita pelo homem, é sempre posta a descoberto, quando recorremos às Escrituras.
 
Para desfazer essa noção falsa, ressaltamos que há registros na Bíblia de que os três membros da Santíssima Trindade apoiaram esse relacionamento. Já citamos o selo aprobatório de Deus, o Pai, em Gênesis 1:28. Todas as pessoas que assistem a um casamento evangélico provavelmente ouvem o oficiante relembrar que o Senhor Jesus escolheu um casamento para ser o cenário de seu primeiro milagre; os pastores, quase que universalmente, interpretam isso como um sinal divino de aprovação. Além disso, Cristo afirma claramente em Mateus 19:5, o seguinte: E serão os dois uma só carne. A cerimônia nupcial em si não é o ato que realmente une o casal em santo matrimônio aos olhos de Deus; ela simplesmente concede, publicamente, a permissão para que eles se retirem para um local isolado, e realizem o ato pelo qual se tornam uma só carne, e que realmente os transforma em marido e mulher.
 
Tampouco o Espírito se manteve em silêncio com relação à questão, pois Ele apoia essa experiência sagrada em muitos textos das Escrituras. Nos capítulos subsequentes, consideraremos a maioria deles, mas citaremos um logo aqui, para exemplificar sua aprovação. Em Hebreus 13:4, Ele inspirou o autor a escrever o seguinte princípio: Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula. Nada poderia ser mais claro que essa declaração. Qualquer pessoa que sugerir que pode haver algo de errado com o ato sexual entre marido e mulher simplesmente não entende as Escrituras.
 
O autor do livro poderia ter afirmado apenas: “Digno de honra entre todos seja o matrimonio”, o que já teria sido suficiente. Mas, para ter a certeza de que todos entendessem bem o que queria dizer, ampliou a mensagem com a declaração: “bem como o leito sem mácula”. Ele é sem “mácula” porque constitui uma experiência sagrada.
Até recentemente, eu estava relutante em empregar a palavra coito para designar o ato sexual, embora sabendo que se trata de um termo legítimo. Essa situação mudou quando descobri que a palavra que o Espírito Santo usou em Hebreus 13:4 foi o grego koite, que significa: “coabitar, implantar o espermatozóide masculino”. O vocábulo koite deriva de Keimai, que significa “deitar”, e que é relativo a koimao, que significa ‘fazer dormir’. Embora a palavra coito derive do latim coitu, o termo grego koite tem o mesmo significado: a união que o casal realiza na cama; coabitar. Baseados neste significado da palavra poderíamos traduzir assim o verso de Hebreus 13:4: O coito no casamento é honroso e sem macula. O casal que pratica o coito, está fazendo uso de uma possibilidade e privilégio, dados por Deus, de criarem uma nova vida, um outro ser humano, como resultado da expressão de seu amor.
 
Não penas a simples propagação da espécie, minha primeira experiência como conselheiro no campo do sexo foi um completo fracasso. Estava no segundo ano do seminário, quando fui abordado, certo dia, por um colega do time de futebol, quando saíamos do treino, em direção aos vestiários. Eu já notara que aquele rapaz grande e atlético não estava agindo normalmente. Éramos ambos casados, havia pouco mais de um ano, mas ele não parecia feliz. Ele era, por natureza, uma pessoa afável, mas, depois de alguns meses de casamento, tornara-se tenso, irritável, e, de um modo geral, muito sensível. Afinal, um dia, ele explodiu: “Quanto tempo você acha que devo concordar com o celibato conjugal?” Ao que parece, sua jovem esposa cria que o ato sexual era reservado “apenas para a propagação da espécie”. E como haviam combinado ter filhos apenas depois que ele se formasse, ele tornou-se um marido frustrado. Muito sério, ele me perguntou: “Tim, será que não existe na Bíblia uma passagem que diga que o sexo pode ser motivo de prazer?” Infelizmente, eu também estava muito desinformado para dar uma resposta adequada. Eu tive a bênção de ter uma esposa que não adotava aquelas ideias, e nunca pensara muito no assunto. De lá para cá, porém, procurei examinar um bom número de passagens das Escrituras, durante meu estudo bíblico, com o objetivo de descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre este assunto. Já encontrei muitos trechos que abordam a questão da relação sexual dos casais; alguns falam basicamente sobre a propagação da espécie, mas muitos outros provam que Deus determinou que o ato sexual fosse praticado para o prazer mútuo. Na verdade, se todos conhecessem esse fato, ele se tornaria a principal fonte de gozo no casamento, desde os tempos de Adão e Eva até os nossos dias, como Deus determinou.
 
O que a Bíblia fala sobre sexo
Como a Bíblia, clara e reiteradamente, condena o abuso sexual, tachando-o de adultério e fornicação, muitas pessoas — ou por ignorância ou como um meio de justificar seus atos de imoralidade — interpretam erradamente estes conceitos, e dizem que Deus condenou toda e qualquer manifestação sexual. Mas a verdade é exatamente o contrário. A Bíblia sempre fala dessa relação aprovativamente — desde que seja limitada a casais casados. A única proibição da Bíblia diz respeito a atos sexuais extra ou pré-conjugais. A Bíblia é inquestionavelmente clara a esse respeito, condenando esse tipo de conduta.

Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou os instintos humanos, não com o fim de torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfação e senso de realização pessoal. Conservemos sempre em mente como foi que isso se deu. O homem sentia-se irrealizado no Jardim do Éden. Embora vivesse no mais belo ambiente do mundo, cercado de animais mansos de toda sorte, ele não tinha uma companhia que fosse de sua espécie. Então, Deus retirou de Adão um pedaço de seu corpo, e realizou outro milagre da criação — a mulher — semelhante ao homem sob todos os aspectos, com exceção do aparelho reprodutor. Ao invés de serem opostos, eles se completavam mutuamente. Será que Deus iria ter o trabalho de preparar Suas criaturas, dando-lhes a capacidade de realizar determinada atividade, para depois proibi-los de realizá-la? Certamente, não seria o Deus de amor tão claramente descrito na Bíblia. O verso de Romanos 8:32 afiança-nos que Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas. Examinando os fatos objetivamente, temos que concluir que o sexo foi dado ao homem, pelo menos em parte, para sua satisfação conjugal.
 
Para termos outras evidências de que Deus aprova o ato sexual entre casais, consideremos a bela narrativa que explica sua origem. De todas as criaturas de Deus, apenas o homem foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Isso torna a humanidade uma criação singular dentre as criaturas da Terra. O verso seguinte explica: E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos’ (Gênesis 1:28). A seguir, Ele faz um comentário pessoal acerca de Sua criação: ‘Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31).
 
O capítulo dois de Gênesis apresenta uma descrição mais detalhada da criação de Adão e Eva, incluindo a informação de que o próprio Deus conduziu Eva até Adão (verso 22) e, evidentemente, apresentou-os um ao outro, e deu-lhes ordem para serem fecundos. Em seguida, o texto descreve a inocência deles com as seguintes palavras: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (verso 25). Adão e Eva não sentiram nenhum constrangimento, nem ficaram envergonhados nessa ocasião, por três razões: haviam sido apresentados um ao outro por um Deus santo e reto, que lhes ordenara que se amassem; sua mente não estava preconcebida quanto a culpa, pois ainda não havia sido feita nenhuma proibição relativa ao ato sexual; e não havia outras pessoas por ali, para observarem suas relações íntimas.
 
Adão “coabitou” com sua esposa, outra prova da bênção de Deus para com essa experiência sagrada, nos é dada na expressão que descreve o ato sexual praticado por Adão e Eva, em Gênesis 4:1: ‘Coabitou o homem com Eva. Esta concebeu’ (algumas versões dizem: “Conheceu…”). Que melhor maneira existe de se descrever este sublime e íntimo entrelaçamento de mentes, corações, corpos e emoções, até um clímax apaixonado que lança os participantes numa onda de inocente calma e que expressa plenamente o seu amor? A experiência é um “conhecimento” mútuo, um conhecimento sagrado, pessoal e íntimo. Tais encontros são determinados por Deus para bênção e satisfação mútua. Algumas pessoas abrigam a estranha ideia de que tudo que for aceitável diante de Deus, nunca pode ser fonte de prazer para nós. Ultimamente, temos obtido grande sucesso, quando aconselhamos os casais a orarem juntos. No livro Casados, mas Felizes, descrevemos determinado método de oração conversacional, que consideramos extremamente valioso, e que sugerimos com frequência, devido à sua praticabilidade e versatilidade. Durante esses anos todos, vários casais têm experimentado e testemunhado resultados notáveis.
 
Uma senhora muito extrovertida e emotiva declarou que essa prática mudara toda a sua vida, e confidenciou-nos: “A principal razão porque eu relutava em orar com meu marido antes de deitar-me, era o receio de que isso viesse a prejudicar nosso ato sexual. Mas, para minha surpresa, descobri que ficávamos tão unidos emocionalmente depois da oração que isso estabelecia um clima próprio para o amor.” E essa senhora não é a única pessoa a experimentar isso. Na verdade, não vemos nenhuma razão para que um casal não ore antes ou depois de um ardoroso ato sexual. Entretanto, alguns casais se encontram tão relaxados depois, que só desejam dormir — o sono da satisfação.
 
Um amor arrebatado
Correndo o risco de chocar algumas pessoas, desejamos afirmar que a Bíblia não mede palavras ao falar deste tema. O livro Cantares de Salomão é notavelmente franco neste aspecto. Considerem-se, por exemplo, os trechos de 2:3-17 e 4:1-7. O livro de Provérbios faz advertência contra a “mulher adúltera” (prostituta), mas em contraste, diz ao marido: Alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como? Deixando que saciem-te os seus seios em todo o tempo; embriaga-te sempre com as suas carícias. Está claro que esse arrebatamento no amor deve fazer o homem alegrar-se, dando-lhe um prazer que chega ao êxtase. O contexto expressa claramente a ideia de que a experiência é para o prazer mútuo. Essa passagem indica, também, que o ato sexual não foi estabelecido apenas para o objetivo único da propagação da raça, mas para o prazer total dos dois. Se entendermos corretamente — e cremos que entendemos — não deve ser um ato a ser praticado apressadamente, e nem deve ser suportado por um dos cônjuges e desfrutado pelo outro. Os especialistas modernos ensinam que a estimulação mútua, precedendo ao ato propriamente dito, é necessária para que ambos gozem de uma experiência satisfatória. Não vemos erro nisso, mas queremos mencionar que Salomão fez a mesma sugestão há três mil anos.

Todas as passagens bíblicas devem ser estudadas à luz de seu objetivo, a fim de se evitar a deturpação ou distorção do significado. O conceito apresentado no parágrafo anterior já é bastante forte em si, mas torna-se ainda mais poderoso se compreendermos seu contexto. As inspiradas palavras dos capítulos 1 a 9 de Provérbios contêm instruções de Salomão, o homem mais sábio do mundo, a seu filho, ensinando-o a controlar o tremendo instinto sexual que operava em seu corpo, a fim de evitar ser tentado a satisfazê-lo de maneira imprópria. Salomão queria que seu filho tivesse toda uma vida de uso correto daquele instinto, limitando-o ao ato conjugal. E como toda essa passagem aborda a questão da sabedoria, está claro que um amor matrimonial deleitável é consequência de sabedoria. O amor extraconjugal é apresentado como “o caminho do insensato”, oferecendo prazeres a curto prazo e trazendo “destruição” (mágoas, culpas, tristezas) no fim. Seríamos remissos se deixássemos de mencionar Provérbios 5: 21: Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele considera todas as suas veredas. Isso diz respeito também ao ato sexual. Deus vê a intimidade que é praticada pelos casais, e a aprova. Seu castigo é reservado apenas aqueles que praticam o sexo extraconjugal.
 
As ‘carícias’ no velho testamento
Pode ser difícil para nós pensarmos nos grandes santos do Velho Testamento como grandes parceiros no amor, mas eles o foram. Aliás, é possível até que nunca escutemos um sermão sobre o relacionamento de Isaque e sua esposa Rebeca, registrado em Gênesis 26:6-11. Mas a verdade é que esse homem, que foi incluído no “quem é quem” da fé, em Hebreus 11, foi visto pelo rei Abimeleque “acariciando” sua esposa. Não sabemos até que ponto foram essas carícias, mas sabemos que o rei viu o suficiente para deduzir que ela era esposa dele, e não sua irmã, como ele havia declarado a princípio. Isaque errou, não por afagar sua esposa, mas em não limitar-se à intimidade do seu quarto. Mas o fato de que foi visto fazendo isso, sugere que era comum e permitido, naquela época, marido e mulher se acariciarem. Deus determinou que as coisas fossem deste modo. Outras informações quanto à aprovação divina do ato sexual aparecem nos mandamentos e ordenanças que Deus deu a Moisés para os filhos de Israel. Ali, ele dispôs que, no primeiro ano do matrimônio, o jovem marido era desobrigado do serviço militar e de todas as responsabilidades de negócios (Deuteronômio 24:5), para que os dois pudessem conhecer-se um ao outro numa época de suas vidas em que o instinto sexual se achava no ponto mais elevado, sob circunstâncias que lhes dariam amplas oportunidades de fazerem experiências e desfrutarem delas. Reconhecemos, também, que esse dispositivo da lei tinha o objetivo de possibilitar ao jovem “propagar a raça” antes de enfrentar sérios riscos de vida nos campos de batalha. Naquela época, não se usavam anticoncepcionais e, como o casal podia ficar junto durante tanto tempo, é compreensível que tivessem filhos, logo nos primeiros anos do casamento. Há outro verso que ensina que Deus entendia claramente o instinto sexual que Ele próprio colocou no homem: “melhor casar do que viver abrasado”(1 Coríntios 7:9). Por quê? Porque existe uma forma lícita, ordenada por Deus, de se liberar a pressão natural que Ele colocou nos seres humanos — o ato conjugal. Esse é o método básico de Deus para a satisfação do instinto sexual. É seu propósito que marido e mulher dependam totalmente um do outro para obterem satisfação sexual.
 
O ensino neotestamentário
A Bíblia é o melhor manual que existe sobre o comportamento humano. Ela aborda todos os tipos de relacionamento pessoal, inclusive o amor sexual. Já apresentamos vários exemplos disso, mas agora citaremos uma das principais passagens. Para compreendê-la plenamente, usaremos uma tradução moderna: Geralmente, porém, é melhor ser casado, todo homem tendo sua própria esposa, e cada mulher tendo seu próprio marido, porque de outra forma vocês poderiam cair em pecado. O homem deve dar a sua esposa tudo quanto é do direito dela como mulher casada, e a esposa deve fazer o mesmo com o seu marido. Pois uma moça que se casa não tem mais todo o direito sobre o seu próprio corpo, porque o marido tem também seus direitos sobre ele. E, do mesmo modo, o marido não tem mais todo o direito sobre o próprio corpo, pois ele pertence também a sua esposa. Portanto, não recusem tais direitos um ao outro. A única exceção a essa regra seria o acordo entre marido e mulher para se absterem dos direitos do casamento por tempo limitado, a fim de que possam dedicar-se mais completamente a oração. Depois disso eles devem unir-se novamente, para que Satanás não possa tentá-los por causa da sua falta de controle próprio. 1 Coríntios 7:2-5.

Esses conceitos serão desenvolvidos neste livro, mas aqui delinearemos os quatro princípios ensinados nesta passagem com referência ao sexo:
1. Tanto o marido como a mulher possuem carências de ordem sexual, que devem ser satisfeitas no matrimônio;
2. Quando uma pessoa se casa, ela perde, para o cônjuge, o direito ao domínio sobre seu corpo;
3. Ambos são proibidos de se recusarem a satisfazer as necessidades sexuais do cônjuge;
4. O ato sexual é aprovado por Deus.
 
Uma jovem senhora, mãe de três filhos, procurou-me pedindo que lhe recomendasse um psiquiatra. Quando lhe perguntei por que precisava consultar-se, explicou, não sem certa hesitação, que seu marido cria que ela estava com “tabus” com relação ao sexo. Ela nunca experimentara um orgasmo, não relaxava durante o ato sexual e tinha muito complexo de culpa com respeito a tudo que cercava a questão. Perguntei-lhe quando fora que se sentira culpada pela primeira vez, e ela confessou haver-se dado a certas intimidades antes do casamento, o que implicou na violação de seus princípios cristãos e desobediência aos pais. Por fim, ela confessou: “Nossos quatro anos de namoro parecem ter sido uma série sucessiva de tentativas de Tom para seduzir-me, e eu para afastá-lo. Mas acabei fazendo muitas concessões, e, sinceramente, estou admirada de não havermos ido até o fim, antes do casamento. Depois de casarmos, pareceu-me que era a mesma coisa, embora com um pouco mais de liberdade. Afinal, por que Deus tinha que incluir o sexo no casamento?” Aquela jovem senhora não precisou de toda uma série de testes psicológicos e anos de terapia. Ela precisou apenas confessar seu pecado pré-conjugal, e depois aprender o que a Bíblia ensina acerca do amor conjugal. Removido aquele senso de culpa, ela compreendeu logo que a imagem mental que fazia do ato sexual estava inteiramente errada. Após estudar a Bíblia e ler vários livros sobre o assunto, com a certeza que lhe foi dada pelo pastor de que o sexo é um belo aspecto do plano de Deus para os casais, ela se tornou uma nova esposa. Seu marido, que sempre fora um crente “morno”, procurou-me, certo domingo, no intervalo entre os cultos, e disse: “Não sei o que o senhor falou à minha esposa, mas nosso relacionamento está completamente transformado.” E de lá para cá, seu crescimento espiritual tem sido maravilhoso — tudo porque sua esposa entendeu a verdade de que Deus determinou que o sexo seja uma experiência desfrutada pelos dois cônjuges.
 
O leitor já pensou por que estamos sendo atacados de todos os lados com explorações do sexo, hoje em dia? Os maiores best-sellers, os principais filmes e revistas praticamente estão deteriorados, cheios de práticas e insinuações sexuais, e ninguém negará que o sexo é, sem dúvida, o mais popular “esporte” internacional. Essa febre de “contar-se a realidade nua e crua” simplesmente trouxe à tona algo que sempre esteve na mente das pessoas desde os tempos de Adão e Eva. Temos que reconhecer que Deus nunca planejou esse sexo pervertido, barateado, exibido publicamente como é feito nos dias de hoje. Isso é consequência da depravação da natureza humana, que destruiu as coisas boas que Deus comunicou ao homem. Era intenção de Deus que o sexo fosse a mais sublime experiência de que duas pessoas poderiam desfrutar, juntas, nesta vida. Cremos que, embora os crentes cheios do Espírito não sejam obcecados pelo sexo e não maculem sua mente com horríveis deturpações dele, nem tampouco falem dele constantemente, são eles que desfrutam do sexo em bases mais permanentes que qualquer outro tipo de indivíduo. Chegamos a essa conclusão, não somente por causa das centenas de pessoas que temos aconselhado nessa área íntima de sua existência, nem por causa das inúmeras cartas e perguntas que nos tem sido dirigidas nesses vinte e sete anos de ministério, nem por causa dos seminários Family Life que já realizamos e que se contam às centenas, mas também pelo fato de que o prazer e a satisfação mútua eram o objetivo de Deus para nós, ao criar-nos como nos criou. Isso Ele ensina claramente em Sua Palavra.

Que Deus abençoe, de maneira muito pura, sua sexualidade.


Alcance o Poder - Pr. Valdeci Júnior
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...