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31/12/2011

MULHER E A DEPRESSÃO

Há alguns meses ouvi, em um sermão, uma pessoa dizer que em 100% das mulheres que têm depressão, esse problema se deve à problemas com a mãe. Esta é uma entre diversas informações equivocadas que se tem sobre o problema da depressão, tanto pela generalização quanto pelo reducionismo! Durante alguns anos estudei sobre o assunto da depressão feminina, e sempre que ouço informações distorcidas sobre esse assunto, acho necessário esclarecê-los, pois entendo que a divulgação desse tipo de informação pode gerar prejuízos a algumas pessoas. Vimos há algum tempo atrás que há muitos mitos que circulam envolta do tema depressão, no artigo “Depressão – Cuidado com os Mitos“. Hoje, gostaria de falar um pouquinho sobre a relação que existe entre a depressão e a mulher.
 
É muito complicado querer determinar a causa da depressão, contudo, de acordo com a chamada Psicologia Comportamental, a depressão está diretamente relacionada à exposição da pessoa a uma extimulação excessivamente ruim e a um ambiente com uma baixa taxa de estímulos agradáveis, ou até mesmo a ausência destes. A perda de uma pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, aposentadoria, violência sexual, violência doméstica, divórcio e gravidez na adolescência, são algumas das experiências aversivas mais comuns ligadas a depressão. Diferenças individuais, como as características de personalidade, podem tornar a pessoa mais “imune” ou vulnerável à depressão. Ser mulher, de acordo com alguns estudiosos, é um dos fatores de vulnerabilidade.
 
Vejamos alguns contextos que relacionam as mulheres com a Depressão:
 
- As características estressantes da sociedade capitalista em que vivemos são fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão. A depressão pode se manifestar como uma resposta às preocupações do contexto social do indivíduo, uma resposta ao stress. A mulher é um alvo em potencial para este tipo de situação, já que diversas atividades, domésticas ou não, são atribuídas a muitas delas.
- Existem estudos que apontam para uma influência hormonal. Alguns deles mostram que durante a infância não há muita variação entre a taxa de depressão em meninos e a taxa de depressão em meninas, mas o momento da adolescência, quando os hormônios estão “à flor da pele”, coincide com a época em que as taxas de depressão em mulheres se torna maior que em homens.
- Um ambiente em que a violência se faz presente também contribui bastante para o desenvolvimento da depressão. Muitas mulheres que sofrem de violência doméstica ou que já sofreram de violência sexual, ao lidar com sua incapacidade de sair da situação em que se encontram, desenvolvem sentimentos de culpa, baixa auto-estima, e perdem as esperanças de que um dia as coisas serão diferentes.
- A gravidez, além de já vir acompanhada de alterações hormonais, também trás consigo alterações físicas do corpo, mudanças de rotina, entre outras transformações no ambiente da mulher. Quando a grávida recebe apoio da família e do companheiro, fica mais fácil lidar com todas essas mudanças. Mas algumas grávidas encontram dificuldade em lidar com as mudanças que acompanham a gravidez, seja por questões de personalidade, seja por fatores específicos de seu contexto social. Adolescentes grávidas, por exemplo, podem encontrar dificuldades como preconceito, a possibilidade de não conseguir prosseguir nos estudos, a possibilidade do pai da criança não assumir o bebê, etc. Outras mulheres sofrem de depressão pós-parto, na qual o sentimento de incapacidade de cuidar da criança se torna presente, e dificulta a relação inicial da mãe com o bebê.
 
Esses são apenas alguns exemplos de condições peculiares às mulheres, que as tornam mais vulneráveis à depressão. Isso não significa que os homens não sofram de depressão. Contudo, de acordo com a OMS, a depressão ocorre na proporção de 2 mulheres pra 1 homem, o que nos faz atentar mais para o que ocorre com as mulheres. Mulheres que sofrem de depressão, precisam buscar auxílio profissional e se apegar a Deus e Suas promessas para a solução de seus problemas. As mulheres são muito especiais aos olhos de Deus! Jesus as valorizou muito quando esteve nessa Terra. Sem dúvida, Deus olha com muito carinho para cada uma de nós, e quer nos ver felizes e saudáveis para cumprirmos nossa Missão de pregar o evangelho e abreviar a Sua vinda.

Blog Mulher Adventista

17/12/2011

ABORTO CAUSA DEPRESSÃO E BAIXA ESTIMA

Além dos problemas políticos, religiosos e físicos, o aborto também pode afetar seriamente a saúde psíquica das mulheres. Em pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP com 120 mulheres que passaram por aborto, mais da metade apresentaram algum nível de depressão e a maioria sofria de baixa a média estima pessoal. “Esses resultados indicam que as equipes de saúde precisam buscar cada vez mais políticas públicas para prevenção da gravidez indesejada, levando em consideração as dificuldades ao uso de métodos contraceptivos com visão integral à mulher, ou seja, considerando todo seu contexto”, diz a enfermeira Mariana Gondim Mariutti Zeferino, autora do estudo.

Mariana cita como exemplo a violência familiar, o uso de álcool e drogas, a resistência do parceiro ao uso de métodos contraceptivos de barreira, principalmente quando a mulher tem efeitos colaterais ou contra-indicações aos anticoncepcionais hormonais e submissão ao parceiro. “E quando a gravidez indesejada acontece, tendo como consequência o aborto induzido, que a equipe possa oferecer assistência qualificada e humanizada e que estimule os profissionais de enfermagem a reconhecer as necessidades de implementar os cuidados e reforçar aspectos resilientes dessas mulheres”, alerta a pesquisadora.

O estudo foi realizado entre agosto de 2008 e setembro de 2009, com mulheres internadas em um hospital público do interior do Estado de São Paulo, com diagnóstico de abortamento. [...]

Entre as que apresentaram sinais de depressão, a maioria declarou-se solteira, trabalham, com mais de 40 anos de idade e tem religião. [...]

(Inovação Tecnológica)

Nota: Pesquisas já demonstraram que sexo sem afetividade e compromisso também causa depressão e baixa autoestima. Isso não lhe diz nada? Quanto ao aborto, além das políticas públicas para prevenção da gravidez indesejada, o governo deveria investir mais em campanhas que valorizassem o compromisso, a fidelidade e o casamento. Infelizmente, propagandas, filmes e novelas (exibidas em canais que detêm concessões públicas) incentivam justamente o contrário dos valores que poderiam preservar de maiores sofrimentos homens, mulheres e crianças. Não fomos criados para o sexo “livre” e para matar crianças.

Blog Criacionismo

21/11/2011

TV AUMENTA AGRESSIVIDADE DE CRIANÇAS PEQUENAS

Crianças com menos de três anos expostas direta ou indiretamente à TV estão sob maior risco de comportamento agressivo, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine. De acordo com os autores, apesar de a agressividade na infância estar associada a outros fatores, como violência familiar ou na vizinhança, e estresse e depressão dos pais, a TV teria seu papel nesse sentido.

Pesquisadores de Nova Orleans e Nova Iorque, nos Estados Unidos, avaliaram a associação entre a exposição à TV em casa e o uso da TV com o comportamento agressivo em crianças com menos de três anos de idade, pesquisando, por 36 meses, mais de 3 mil mães. Os dados foram coletados em casa e por telefone no período entre 1998 e 2000 em 20 cidades. Os fatores de risco avaliados, além da exposição à TV em casa, foram a desordem na vizinhança e fatores maternos, como depressão.

As análises indicaram que crianças que haviam apanhado no mês anterior (β=1,24), viviam em uma região conturbada (β=2,07) e tinham mães com relato de depressão (β=0,92) e pais estressados (β=0,16) estavam significativamente mais susceptíveis a apresentar comportamento agressivo. E a exposição direta à TV (β=0,16) e uso de TV em casa (β=0,09) também estiveram significativamente associados com a agressividade infantil, mesmo após ajuste para outros fatores.

(Arch Pediatr. Adolesc. Med., v. 163, Nº 11, Nov. 2009, p. 1.037-1.045)

Blog Saúde e Família

27/09/2011

FALTA DE ESPERANÇA PROVOCA DERRAMES EM MULHERES

A falta de esperança entre mulheres não só é triste como também eleva o risco de derrames, disseram pesquisadores dos EUA... De acordo com esse estudo, publicado na revista Stroke, mulheres saudáveis, mas que se sentem cronicamente desesperançadas, têm maior propensão a desenvolver placas nas paredes das artérias do pescoço, o que pode provocar um acidente vascular cerebral (derrame). "Essas descobertas sugerem que as mulheres que experimentam sensações de desesperança podem ter maior risco para futuras doenças cardíacas e derrames", disse Susan Everson-Rose, da Escola Médica da Universidade de Minnesota, autora do estudo.

Muitas pesquisas já vincularam a depressão a doenças cardíacas, e estudos recentes inclusive sugeriram que o otimismo pode proteger as mulheres dos problemas do coração.

O estudo comandado por Everson-Rose é o primeiro a vincular diretamente a desesperança aos derrames em mulheres saudáveis. Foram examinadas 559 mulheres com idade média de 50 anos e sem sintomas clínicos de doença coronariana, como hipertensão.

Para medir a falta de esperança, foram feitas perguntas sobre o futuro e objetivos pessoais. Também foram medidos os sintomas de depressão com base em uma escala de avaliação com 20 itens. Finalmente, exames de ultrassom mediram a espessura das artérias do pescoço.

"O que descobrimos é que essas mulheres que relataram sentir desesperança a respeito do futuro ou dos seus objetivos pessoais tinham maior engrossamento das artérias do pescoço - mais aterosclerose -, o que é um pré-indicador do risco de derrame e subsequente ataque cardíaco", disse Everon-Rose por telefone.

Em média, mulheres sem esperança tinham as artérias do pescoço 0,02 milímetro mais espessas do que as esperançosas. A diferença foi significativa mesmo levando em conta outros fatores de risco coronariano, como idade, raça, renda, fatores de risco para doenças cardíacas e até a depressão. 
 
Everson-Rose explicou que sua equipe buscou especificamente diferenças entre mulheres desesperançadas e as deprimidas - um distúrbio mais geral, que afeta coisas como sono, apetite e humor. "O que descobrimos é que o engrossamento das artérias do pescoço é um traço específico da desesperança."

Everson-Rose disse que ainda é necessário realizar estudos sobre as mudanças fisiológicas que geram esse resultado. O estudo não monitorou, por exemplo, os níveis de cortisol (hormônio ligado ao estresse).

A pesquisadora recomendou que mulheres que se sintam desesperançadas fiquem conscientes do risco e busquem ajuda.

(Folha Online)

Nota: Por falar em esperança, você está sabendo da programação especial que a Igreja Adventista preparou sobre esse assunto? Confira, http://www.esperanca.com.br/


Blog Saúde e Família

01/09/2011

DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA NORMAL E DEPRESSÃO

Qual a diferença entre tristeza e depressão? Como saber se o que a pessoa tem é tristeza normal somente ou se é depressão? O tratamento é diferente?

A perda de um ente querido por morte, reprovação em um concurso muito esperado, rompimento de um relacionamento afetivo, demissão de um emprego, são experiências que deixam a pessoa triste, uma tristeza normal, que pode durar poucos dias ou semanas (dependendo do vínculo que a pessoa tinha com a outra, do tipo de personalidade dela, do significado emocional da perda, etc.), sem precisar remédio ou tratamento. Se a pessoa demora a recuperar-se da tristeza, se sua produtividade cai muito, se começa a pensar só negativo, vindo frequentemente à cabeça idéias de morte, se perde a energia para trabalhar, se fica desinteressada por coisas que davam prazer, então ela precisa de um profissional para atendimento psicoterápico e avaliação da necessidade ou não de antidepressivo, devendo ser inicialmente um médico psiquiatra. Ele mesmo pode fazer o acompanhamento psicoterápico e medicamentoso, ou pode assumir somente o tratamento farmacológico e encaminhar a pessoa para uma terapia com um psicólogo clínico. Se há na família desta pessoa caso(s) de suicídio e depressão, e se ela tem idéias suicidas, se já tentou suicidio no passado, ela precisa de atendimento urgente com profissional psiquiatra. O tratamento da pessoa com tristeza temporária não envolve um profissional ou medicamentos, apenas, apoio, empatia, “dar um colo”, ouvi-la, confortá-la, e o tempo resolve. Se a pessoa está desenvolvendo um quadro depressivo (a tristeza não passa mesmo após vários meses do evento doloroso e ela cai em desânimo forte, tende a isolar dos outros, além dos sintomas acima), precisará da ajuda profissional para aprender a lidar com a dor de maneira construtiva, administrar os pensamentos para que eles não fiquem envenenando sua mente e se afundando mais ainda por nutrir idéias ruins, negativos, de desesperança. O profissional procurará entender que tipo de personalidade é esta pessoa, o quanto ela está afetada pelas perdas sofridas, se teve depressão no passado, se é uma pessoa ativa ou passiva, se cultiva normalmente pensamentos positivos ou negativos, ou se sempre foi alguém melancólico que demora em meditações tristes, etc. Dependendo deste perfil, a pessoa poderá precisar de medicamentos antidepressivos por uns poucos meses além do apoio psicoterápico. A internação hospitalar só justifica se a pessoa estiver tão deprimida que não se alimenta, não sai da cama, não quer tomar banho, e tem idéias suicidas sérias no sentido de estar pensando acabar com a sua vida. Mas se ele consegue trabalhar, não pensa em suicídio, embora esteja triste e mais lento do que o normal, pode ser que baste o apoio psicoterápico sem precisar de medicação. Existe a depressão leve, moderada e grave. A leve pode ser tratada em muitos casos só com terapia psicológica. A moderada e a grave necessitam de algum apoio medicamentoso por um tempo, talvez 3 meses, ou 6 meses, dependendo de várias coisas. A depressão grave pode ocorrer com uma perturbação grave da percepção da realidade, ou seja, além de deprimir a pessoa pode apresentar também sintomas psicóticos, como alucinação, delírios, desorientação no tempo, no espaço e quanto a si mesma, e requer medicamentos específicos contra os sintomas psicóticos, além do antidepressivo. O Hipérico (Hypericum perforatum) é um fitoterápico (planta medicinal) que produz bons resultados em pessoas com depressão leve, melhor naquelas que nunca usaram medicamentos psiquiátricos. É também conhecido como Erva de São João, mas cuidado porque há Erva de São João que não é o hipérico. A dose usual para pessoas com depressão leve é uma cápsula de 300mg 3 vezes ao dia, podendo aumentar para 4 ao dia após 3 semanas se não melhorar. Entretanto, é importante lembrar que qualquer medicamentos antidepressivo não muda a forma da pessoa pensar e nem produz automaticamente a resolução construtiva da dor pelas perdas afetivas, o que envolverá extravasamento da dor, apoio, compreensão, chorar, sentir a dor, parar com os pensamentos destrutivos e desenvolver esperança. E também lembre-se de que os mesmos medicamentos produzem resultados diferentes para pessoas diferentes.

Escrito por Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
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